Dia Mundial da Infância: mil dias que definem vidas

O UNICEF lançou uma campanha em 2017 que visou aumentar a consciência sobre a importância dos primeiros 1.000 (mil) dias de vida de uma criança (270 dias de gestação e nos 730 dias de vida) e o impacto das experiências precoces no cérebro em desenvolvimento.

No Dia Mundial da Infância, comemorado em 21 de março, vale lembrar cada passo para que a vida seja preservada e se desenvolva da forma adequada.

Agência Brasil
UNICEF chama atenção para os primeiros 1.000 dias de vida

>> Conheça o Plano Nacional pela Primeira Infância.

Durante esses 1.000 dias, de acordo com pesquisadores, as células cerebrais podem fazer até 1.000 novas conexões a cada segundo – uma velocidade única na vida. Essas conexões contribuem para o funcionamento e a aprendizagem do cérebro das crianças e lançam as bases para a saúde e a felicidade delas no futuro. A falta de cuidado – que inclui nutrição adequada, estimulação, amor e proteção contra o estresse e a violência – pode impedir o desenvolvimento dessas conexões fundamentais.

De acordo com estudo publicado pela revista ‘The Lancet’, cerca de 250 milhões de crianças em países em desenvolvimento correm o risco de um desenvolvimento precário devido ao atraso em seu crescimento e à pobreza. O UNICEF estima que milhões de crianças passam seus anos de formação crescendo em ambientes pouco estimulantes e inseguros, colocando em risco o seu desenvolvimento cognitivo, social e emocional.

Segundo a deputada federal Soraya Santos,  temos que ter no exercício da cidadania o olhar daquele ser que representa o futuro do nosso País e nos obriga a abraçar a causa da primeira infância por um simples fator: o tempo. “A primeira infância é o primeiro olhar e o primeiro passo do exercício de cidadania de uma pessoa, e é por isso que nós temos que trabalhar e multiplicar.” Explica a parlamentar.

Mil dias

Para que isso não ocorra, algumas dicas sobre como proceder nesses 1.000 dias são importantes:

1. A nutrição equilibrada e balanceada, na gravidez, com a ingestão de proteínas, sais minerais, vitaminas e alimentos ricos em ácido fólico previne a má-formação do tubo neural do bebê. Já alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3 favorecem o desenvolvimento do cérebro e sistema nervoso.

2. A criança, ao nascer, é absolutamente dependente do ambiente humano que a ampare e atenda às suas necessidades físicas e emocionais. Quando esse ambiente é desfavorável, o desenvolvimento do bebê fica em risco, tornando-o vulnerável a problemas sociais, emocionais e cognitivos.

3. A preparação para o parto favorece o estabelecimento do vínculo com o bebê após o nascimento. Ela ajuda a futura mãe a enfrentar o que muitas vezes é antecipado por ela como uma experiência traumática.

4. A amamentação o é um fator crucial para o crescimento e desenvolvimento adequado do bebê, sendo uma das ações mais eficientes na redução da mortalidade infantil e no fortalecimento do vínculo entre a mãe e o filho. É fundamental que sejam asseguradas às gestantes e ao bebê as condições favoráveis de amamentação, em sintonia com a recomendação internacional de que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses de idade e que, daí em diante, outros alimentos sejam introduzidos de forma gradual, mantendo o leite materno até os dois anos de idade.

5. A alimentação correta do bebê reduz o risco de desenvolver na idade adulta a obesidade e doenças cardiovasculares, conforme estudos. Importante lembrar que nessa fase do desenvolvimento, o corpo ainda se encontra em formação: cérebro ganha volume, os ossos se alongam, músculos se fortalecem. Ao receberem os nutrientes certos, eles irão se desenvolver de uma maneira muito melhor.

6. Para que o desenvolvimento físico ocorra de forma saudável é essencial que o bebê se alimente de forma correta. Já para que haja sucesso no desenvolvimento motor é preciso estimular o pequeno. O bebê já nasce com as áreas sensoriais, olfativas e auditivas desenvolvidas, mas as habilidades cognitivas e motoras vão se desenvolvendo ao longo do crescimento. Quanto mais estímulos a criança tiver, maior será o número de sinapse, dessa forma a capacidade de aprendizado aumenta.

 

Com informações do Unicef Brasil e Mamãe Bebê

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