Mais mulheres na política

A parlamentar foi uma das parlamentares mais empenhadas em aprovar a Emenda Aglutinativa 37 na Reforma Política. O dispositivo garante a chamada “Cota das Mulheres” para as eleições em todas as esferas do legislativo. “É um passo importante para termos um Congresso mais igualitário. Precisamos dar esta chance de evolução ao Brasil”, diz a deputada. A proposta apresentada pelas mulheres consiste em separar uma vaga a cada três dos partidos ou coligações.

Caso o partido ou a coligação conquiste ao menos três vagas na eleição e os dois candidatos mais votados sejam homens, a terceira vaga será ocupada pela candidata mulher mais votada do partido ou coligação. Isso só ocorrerá se a mulher atingir o mínimo de 10% do quociente eleitoral.

Se entre os três mais votados já estiver contemplada uma mulher, a cota perde eficácia. Se os dois candidatos mais votados forem mulheres, o homem mais votado ocupará a terceira vaga. A medida valerá pelas próximas três legislaturas.

“Esta foi a melhor forma encontrada para podermos incluir mais mulheres nas casas legislativas do país. Temos três legislaturas para fazer funcionar e avaliar o mecanismo. Mas tenho certeza de que após este tempo, seremos mais fortes e não será necessária nenhuma política afirmativa”, diz a deputada Soraya.

A deputada lembra que o Relatório de Desenvolvimento Humano 2015 mostra que, em média, as mulheres ganham 24% a menos que os homens. Apesar de fazer 52% do trabalho mundial, a população feminina é frequentemente excluída dos cargos de gerência. Na América Latina, mais de metade das empresas não tem nenhuma mulher nos postos superiores de gestão. “É inaceitável que homens e mulheres realizem o mesmo trabalho e que a parcela feminina da sociedade seja menos remunerada. É inadmissível ainda que apenas 59,4% das mulheres tenham participação no mercado brasileiro, enquanto esse índice é de 80,8% entre os homens”, ressalta a parlamentar.

O Índice de Desigualdade Brasileiro – atualmente de 0,457 – leva em consideração taxas como a mortalidade materna, a contribuição ao mercado de trabalho e o percentual de assentos ocupados por mulheres no parlamento.

A média mundial de assentos parlamentares ocupados por mulheres é de 21,8%. Na América Latina e no Caribe, esse índice representa 27%. Na Câmara dos Deputados brasileira, as mulheres nem a 10% de representação total.

“Somos mais da metade da população brasileira. Por isso, luto por uma maior participação feminina na política e por mais mulheres representando a sociedade no Congresso Nacional”, argumenta Soraya Santos.

Deixe um comentário

Seja o Primeiro a Comentar!

avatar
Fechar Menu